Autoavaliação institucional contribui com a política educacional de Bebedouro (SP)

FOLHETO INDIQUE frente-1

Realizar processos participativos de construção de planos educacionais para ampliar o diálogo entre escolas e os órgãos do sistema educacionais. Essa foi uma das principais contribuições do uso dos Indicadores da Qualidade na Educação na cidade paulista de Bebedouro, segundo a professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Beth Barolli, e a assessora da Ação Educativa, Claudia Bandeira. Autoras do artigo Indicadores da Qualidade na Educação: as agendas das escolas orientando a política educacional de municípios, as pesquisadoras relataram a experiência da cidade e constataram que o uso dos Indicadores da Qualidade na Educação “dá força para exigir das instâncias centrais as condições requeridas para uma educação de qualidade”.

Ainda segundo o artigo de Beth e Claudia, a autoavaliação institucional contribuiu para uma “maior participação dos familiares na elaboração ou na discussão do projeto político-pedagógico, na resolução de conflitos envolvendo estudantes, nos avanços obtidos em leitura e escrita, na divulgação de eventos da escola, na discussão de diversos temas educacionais (ética, ECA, inclusão), nos Conselhos e nas decisões escolares, nas articulações entre os professores do ensino regular e aqueles que atendem as crianças com deficiência”.

De acordo com a assessora Cláudia Bandeira, o uso dos Indicadores da Qualidade na Educação contribuiu com a elaboração e execução do plano de gestão educacional do munícipio. “O Departamento de Educação se pautou por uma conduta que priorizou um processo participativo e democrático junto à rede de ensino. Desde a etapa de mobilização da comunidade com apoio no Indique até a concretização de um plano construído junto ao coletivo das escolas, o Departamento planejou e implementou diversas ações que resultou num documento que reflete as agendas de todas as escolas do município”, relatou.

Esse processo participativo, segundo o artigo, foi construído “por meio da organização da comunidade em torno de um projeto político e não em torno de um voluntarismo que aposta na participação pela participação”.

Clique aqui e faça o download do artigo escrito por Cláudia Bandeira e Elisabeth Barolli.

 

*Imagem: Cartão de divulgação de atividades / Bebedouro

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