Estudantes usam a tecnologia na preparação para o Enem 2015

Na reta final é assim mesmo: os alunos respiram aulas até fora da sala. Onde vai o estudante, vai o professor, mas no celular. “O celular a gente usa porque toda hora está com ele na mão. 3G, wi-fi então, a gente busca na internet uma vídeo-aula”, conta o estudante.  Na internet tem uma infinidade de aulas virtuais, mas como saber a qualidade delas? Especialistas de uma fundação de São Paulo selecionaram 2 mil vídeos e colocaram tudo em um aplicativo. É só baixar e assistir de graça.
Em três minutos dá para você ver uma aula no metrô, por exemplo. Muitas aulas foram agrupadas em playlists temáticas como a sugestiva “Estudando no banheiro”.
“O cara vai lá e vai aprender sobre o sistema digestivo, sobre saneamento básico ou para estudar na volta da balada e ali tem só aulas com música”, explica Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann.
Música para estudar: “O que é, o que é que você usa? É o cateto oposto sobre a hipotenusa”, diz o refrão em estilo de forró nordestino.
Esses aplicativos e vídeos estão longe de ser meros quebra-galhos ou complementos para o vestibulando. Tem muito estudante que só conta com a tecnologia para se destacar no Enem. O que seria da Bruna, por exemplo, sem as videoaulas na internet?
Bruna estuda Enfermagem, mas quer mesmo é passar em Medicina. Sem dinheiro para o cursinho, ela adotou as aulas virtuais, que cobram mensalidades bem mais baixas. A aula que ela vê pela internet é transmitida ao vivo de um estúdio do Rio de Janeiro. O assunto: a queda do muro de Berlim.
Para fazer um curso à distância tem que ter disciplina. A Bruna que o diga. “Tem que ter foco e colocar o seu objetivo na frente. Falar: ‘Eu tenho a internet como esse recurso’. Então tem que aproveitar. Eu procuro evitar distrações, eu desligo o celular na hora que eu vou estudar”, conta Bruna Panezzali, candidata à Medicina.
O estúdio no Rio de Janeiro transmite oito horas de aula por dia ao vivo para alunos de todo o país e tem ainda 21 mil aulas gravadas. Para o diretor do cursinho on-line, a internet dá mais opção ao estudante.
“Se ele gosta de ter um professor do lado dele presencialmente, ótimo. Se ele gosta de pausar, adiantar, retroceder um pouco a aula, ótimo também. O modelo online é um modelo complementar ao tradicional”, diz Rafael Cunha, diretor de operações do Descomplica.

 

Materia publicada em G1 JORNAL DA GLOBO, no dia 02 de outubro de 2015

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